quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Como ter sucesso nas questões de Português


Ao realizar uma prova, a pessoa deverá ter a consciência de que nada vem tão fácil assim.Por isso, é determinante que se tenha atenção a cada detalhe, por mínimo que lhe pareça.Então, muita calma, respire fundo e vá em frente.

Nós, que lidamos com os fatos da língua materna, estamos com as antenas ligadas para tudo aquilo ao nosso redor.Estamos conectados com o mundo à nossa volta e é claro que , ao elaborarmos as questões, nós  exploramos tudo aquilo que nos surpreende,verificando se o indivíduo está também atento a tudo isso.Portanto, ao responder às questões ,você será cobrado de todas as formas possíveis.

Ao fazer a leitura dos textos ,na avaliação, cerque-se de todo o arcabouço vocabular.Isso ajuda e muito sua análise.Atualmente, com o avanço tecnológico, muitos alunos afirmam que não dispõem de tempo para ler.Mas aí é que deve realizar mais e mais leituras sobre tudo e também é necessário estar atualizado no mundo ao seu redor.Quanto mais informações a pessoa tiver, melhorará seu desempenho em alto nível.

Para se trabalhar com os elementos linguísticos, é necessário um estudo regular dos fatos da língua.Se alguém necessita de mais informação quanto à Língua Portuguesa, é essencial que estude todos os dias.Hoje, não se concebe um bom candidato, sem as horas mínimas de afinco e estudo planejado.Portanto, analisar as questões pode ser uma ótima solução para aqueles que acham que têm dificuldade em Português.Outra maneira é pedir orientação ou consultoria , na horas em que sentir dúvidas.Nada melhor do que questionar sempre, embora se ache que é o pior dos humanos nas questões linguísticas.

Comumente, percebo a falta de informação em meus alunos.Portanto, sempre os oriento para a prática constante da leitura, a fim de melhorar seu nível de aprendizagem.Dessa forma, a pessoa conseguirá ter um excelente desempenho na interpretação dos comandos das questões.Por incrível que pareça, recebo comentários de candidatos que não entenderam bem o que a questão pedia.Então, a única saída para tal problema é ler e praticar essa atividade cotidianamente.

Assim, estará em dias com as informações diárias que permeiam sua vida e também aprimorará seu nível de entendimento para os fatos cotidianos.Experimente ler algum texto e resumi-lo em poucas palavras.Outra maneira prática é narrar um fato que tenha acontecido no seu trabalho, na rua, em sua casa,no caminho para a escola, para a faculdade.Tente colocar em poucas linhas essas pequenas histórias.Dessa forma, a pessoa se tornará um escritor constate e a necessidade premente de escrever, cada vez mais, as narrativas pessoais.

Sendo assim, imagine que nada se aprende em um dia ou uma noite.Não existem fórmulas mágicas para se aprender uma língua.O que há é a força de vontade cujo  desejo é o de obter êxito a partir de um estudo constante.Você pode fazer parte do grupo daqueles que estão no topo.Para tal, é só querer.Tenha seu objetivo em foco, pense positivo, haja com muita calma, tenha uma boa alimentação saudável,tenha muitas horas de estudo ,concentração  e dedicação.Sucesso nessa empreitada.

Boa sorte!
Bons estudos!




Morfossintaxe em textos literários


Bom dia, pessoal

Resolvi utilizar o texto da Clarice Lispector como prática para os estudos da morfossintaxe e outros aspectos linguísticos.Elaborei alguns itens e a pessoa terá que verificar se procedem as afirmações abaixo. 
O importante é observar cada item , fazer uma leitura bem aprofundada e ter atenção na hora de responder.

Boa sorte!
Bons estudos!

Texto para responder aos itens de 01 a 17

                                                                                                                       Clarice Lispector

Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria autoacusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdoo. Preciso é prestar atenção para não me encarnar numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesmo.

 Um dia, no avião... ah, meu Deus – implorei – isso não, não quero ser essa missionária!

Mas era inútil. Eu sabia que, por causa de três horas de sua presença, eu por vários dias seria missionária. A magreza e a delicadeza extremamente polida de missionária já me haviam tomado. É com curiosidade, algum deslumbramento e cansaço prévio que sucumbo à vida que vou experimentar por uns dias viver. E com alguma apreensão, do ponto de vista prático: ando agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir. No avião mesmo percebo que já comecei a andar com esse passo de santa leiga: então compreendo como a missionária é paciente, como se apaga com esse passo que mal quer tocar o chão, como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros. Agora sou pálida, sem nenhuma pintura nos lábios, tenho o rosto fino e uso aquela espécie de chapéu de missionária. (Clarice Lispector, Encarnação involuntária. Felicidade clandestina.)Texto usado no Concurso da Prefeitura Municipal de Ferraz de Vasconcelos, São Paulo.

Julgue os itens a seguir:
01.    O vocábulo “quando” (1ºparágrafo) tem um caráter temporal e pode ser substituído por “embora” por essas duas palavras possuírem valores semânticos equivalentes.
02.    Seria mantida a correção gramatical caso a palavra “autoacusação” (1º parágrafo) fosse também grafada com hífen.
03.    A forma ”perdoo” (1º parágrafo) antes do Novo Acordo Ortográfico era grafada com acento circunflexo na segunda vogal do hiato. Atualmente, são grafadas sem acento as palavras que estão nessa mesma regra.
04.    Em “Mas era inútil (3º parágrafo), a oração tem valor adversativo e é introduzida por uma conjunção subordinativa adversativa.
05.    .Em “... era inútil” (3º parágrafo), a forma verbal grifada está no pretérito perfeito do modo indicativo.
06.    N a oração “... já me haviam tomado.” (3º parágrafo), o verbo haver é impessoal.
07.    Na frase “... sucumbo à vida...” (3º parágrafo) , o sinal indicativo de crase é facultativo.
08.    Há presença de pronome relativo na oração “... que vou experimentar...”, (3º parágrafo) ,classificando-se como oração subordinada adjetiva restritiva.
09.    Na expressão “... mas cuja tensão evangelical...”(3º parágrafo) o vocábulo “cuja” é um pronome relativo com função sintática de adjunto adverbial.
10.    “...que já comecei a andar...”  (3º parágrafo) é uma oração substantiva que desempenha função  de objeto direto.
11.    Em “... observá-la (1º parágrafo), o termo destacado funciona como objeto indireto, sendo, morfologicamente, classificado como pronome pessoal do caso reto.
12.    No período, “Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi...” (1º parágrafo),as formas verbais estão no mesmo tempo, no mesmo modo e na mesma pessoa.
13.    O predicado classifica-se como verbo-nominal na frase “... ando agora muito ocupada...” (3º parágrafo), pois possui dois núcleos: o verbo e o adjetivo.
14.    No período “...eu me encarno nela e assim dou um grande passo...”. (3º parágrafo) , a segunda oração possui valor de conclusão.
15.     A oração  “ ... para não me encarnar numa vida perigosa e atraente...” (1º parágrafo) expressa valor de concessão.
16.    “... com os meus deveres”, (3º parágrafo) é um objeto indireto, pois vem introduzida pela preposição “com”.
17.    As vírgulas são obrigatórias em  “..., por causa de três horas de sua presença”, destacando o adjunto adverbial deslocado.

domingo, 9 de setembro de 2018

Gabarito das questões

Olá, pessoal

Como muitos alunos e interessados estão me pedindo o gabarito das questões, na postagem anterior, resolvi disponibilizá-lo com as devidas explicações.
Peço perdão porque , de acordo com a formatação do texto, pode ser que o número da linha onde se localizaram palavras e expressões possa estar equivocado. Se isso acontecer é só fazer a troca do número da linha , relendo o texto.Obrigada.
Se mesmo assim houver dúvidas, podem me enviá-las para sejam dirimidas a contento.
Lembrem-se de que estudar sempre é necessário para nosso aperfeiçoamento e aumentar nosso nível de criticidade diante das grandes questões que nos afligem.
Bons estudos!

Texto para responder aos itens de 01 a 13
Poesia do Tempo

O equívoco entre poesia e povo já é demasiadamente sabido para que valha a pena insistir nele. Denunciemos antes o equívoco entre poesia e poetas. A poesia não se “dá”, é hermética ou inumana, queixam-se por aí. Ora, eu creio que os poetas poderiam demonstrar o contrário ao público. De que maneira? Abandonando a ideia de que poesia é evasão. E aceitando alegremente a ideia de que poesia é participação. Não basta dizer que já não há torres de marfim; a torre desmoronou-se pelo ridículo, porém muitos poetas continuam vendo na poesia um instrumento de fuga da realidade ou de correção do que essa realidade ofereça de monstruoso e de errado. Desenvolve-se então entre eles a linguagem cifrada, que nenhum leigo entende, e que suscita o equívoco já célebre entre poesia e povo.
(Carlos Drummond de Andrade)
(...)(Extraído do Concurso da Aeronáutica-Exame de Admissão -Sargento da Aeronáutica)




01     (C) O termo "nele" (l.01) completa diretamente o sentido da forma verbal "insistir"(l.01).
Todo verbo transitivo indireto pede complemento verbal(objeto indireto) introduzido por preposição.
Insistir em algo- EM  preposição.

02     (E) Os vocábulos "já"(l.01), "não"(l.02) e "há"(l.05) são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
Nesse item,apenas dois vocábulos entram na mesma regra- monossílabos tônicos terminados em –A(já e há), porém o vocábulo “não” não possui acento agudo ou circunflexo,  ficando fora dessa regra de acentuação. O til(~) não é acento. Atenção!
Alguns até afirmam que a palavra bênção possui "dois acentos"ou até se espantam quando ressalto que há apenas um acento circunflexo no "ê".Na verdade, só há um acento gráfico, portanto acentuado por ser uma paroxítona terminada em -ão.

03     (E) O vocábulo "para" (l.01) introduz uma oração de caráter temporal.
A  palavra ”para” ,nesse contexto, introduz uma oração com valor semântico de finalidade, objetivo. Não há ,aqui, qualquer valor de caráter temporal.

04     (C) As orações  "que nenhum leigo entende"(l.07) e "que suscita o equívoco já célebre entre poesia e povo."(l.08)  possuem idêntica classificação e são subordinadas  a uma mesma oração principal .
As duas orações citadas são subordinadas, isto é, dependentes de uma mesma oração principal. Elas são classificadas como subordinadas adjetivas explicativas(possuem vírgula ), pois se ligam ao substantivo anterior, além de serem introduzidas pelo pronome relativo.


05     (E) A reescritura da oração "Não basta dizer que já não torres de marfim..."(l.04) obedeceria à correção gramatical , caso  a forma verbal destacada fosse substituída  pela forma verbal "existir"  no singular.
O verbo “haver”, no sentido de “existir”, fica impessoal, ou seja, na 3ªpessoa do singular. Entretanto, se o verbo “existir” puder substituir o verbo “haver”, estando ao lado dele um termo no plural, concordará com esse elemento que se tornará o sujeito da oração.
“... torres...”- existem torres. Portanto, vemos que o verbo existir ficará no plural, concordando com o termo “torres”(sujeito).

06     (E) O vocábulo "porém"(l.05) introduz uma oração subordinada com valor adverbial, sendo substituído, com correção, pelo vocábulo "embora".
A conjunção “porém” é coordenativa de caráter
adversativo,pode ser substituída por qualquer outra de mesmo valor (mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto,etc.)  ,logo não pode substituir uma conjunção subordinativa de caráter concessivo ("embora"), que pode ser substituída por outras de mesmo valor( ainda que, apesar de que, conquanto,etc.) 

07     (E) A oração "de que poesia é evasão" (l.04) ,por ser introduzida por uma preposição, tem o valor semântico de um objeto indireto.
Apesar de a oração ser introduzida por uma preposição(“de”), vem logo após um substantivo de sentido incompleto(“ideia”).Como vem completando o sentido de um nome(substantivo), classifica-se como uma oração subordinada substantiva completiva nominal, exercendo, com isso, o papel de complemento nominal da oração anterior. Para ter o valor de objeto indireto, a oração principal deverá conter o verbo transitivo indireto, cujo complemento é um objeto indireto.
Por exemplo, Eu gostaria de que você trancasse a porta. Nesse caso, a oração grifada é introduzida pela preposição “de”, mas completa o sentido do verbo “gostar” .Assim, possui valor de objeto indireto, complemento verbal de “gostar”.

08     (C) A expressão "é hermética" é formada de verbo de ligação e adjetivo com função de predicativo do sujeito.
Quando a estrutura se forma de verbo de ligação, também classificado como de verbo estado, evidencia uma característica ou modo de ser de algum elemento (sujeito), que é denominado predicativo do sujeito.

09     (E) A expressão "entre poesia e povo"  é introduzida por uma conjunção e completa o sentido do vocábulo "equívoco"(l.01), sendo classificada como complemento nominal.
Para haver complemento nominal é necessário existir preposição e não a “conjunção” como afirma o item. Cuidado, pois um leve deslize leva a pessoa a assinalar como correto.

10     (E) Os vocábulos "demasiadamente" (l.01) , "ao público"(l.03) e "alegremente"(l.04)são classificados como advérbios de modo.
Há apenas duas palavras ,"demasiadamente" e "alegremente",que se classificam como advérbios de modo.A expressão "ao público" ,entretanto, não possui valor adverbial,  completando o sentido da forma verbal "demonstrar" portanto objeto indireto =demonstrar A alguém , exige a preposição A. 


11     (C) A forma  verbal "Denunciemos" (l.02) está no modo  imperativo, na 1ª pessoa do plural. 
A forma verbal está na 1ª pessoa do plural do imperativo afirmativo. Aqui o falante tem o objetivo de levar o interlocutor a realizar a ação sugerida ou ordenada por ele, portanto afirmação correta. “Denunciemos (nós) antes o equívoco...”


12     (C) Está na voz passiva sintética a oração "Desenvolve-se então entre eles a linguagem cifrada..."(l.08)  cujo sujeito é indeterminado e o vocábulo "se" classifica-se como partícula apassivadora.
Observa-se que o verbo (“desenvolver”) vem acompanhado da partícula apassivadora ou pronome apassivador (SE), o sujeito (“a linguagem cifrada”) sofre a ação verbal.Essa é, portanto, a elaboração da frase na voz passiva sintética.

13     (C) O vocábulo "se"  em "queixam-se por aí."(l.03) é a partícula integrante do verbo  que é  classificado como pronominal.
Nessa frase, a partícula “se” é parte integrante do verbo. Ao conjugarmos tal forma verbal, essa deve vir acompanhada do pronome.
O SE será uma partícula integrante do verbo quando esses próprios verbos exprimirem sentimentos, mudanças de estado, movimento etc., como queixar-se, arrepender-se, converter-se, conhecidos como verbos essencialmente pronominais. https://www.recantodasletras.com.br/gramatica/3181685. Acesso em 09/09/2018.